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Caminhando pela parte mais fechada da vegetação até o local onde as mudas são recém-plantadas, o administrador aposentado Hélio da Silva, 62, sabe dizer a idade de quase todas as árvores do parque linear Tiquatira, na Penha, zona leste. É ele quem vem plantando exemplares na região há dez anos.
A ideia era colocar 5.000 unidades; hoje, na contagem do próprio Hélio, são 16.591 árvores de 170 espécies diferentes, a maioria nativa da mata atlântica. “Algumas pessoas acham que sou funcionário da prefeitura”, afirma ele, que teve de conseguir autorização da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente antes de plantar e não ganha nada pelo trabalho. Por um tempo, diz que gastou R$ 2.000 por mês com mudas e adubo. PROBLEMAS Além de plantar, é preciso cuidar da herança que ele diz deixar para os três filhos, os netos e a cidade. Assim, agora no outono, que não é época de plantio, ele poda as mudas. “São Paulo me deu tudo. Estou só retribuindo.” Ele conta que, quando começou, achavam que era louco. Sua mulher, Leda Vitoriano, era uma dessas pessoas. “Eu dizia: ‘Você faz tudo e quem vai levar a fama são os vereadores’”, conta ela, que acha que o casal comprou brigas desnecessárias. A principal foi com comerciantes da região, já que a vegetação começou a tapar a visão das lojas da avenida Carvalho Pinto. As primeiras 500 mudas foram destruídas. “De cada dez que eu plantava, arrancavam oito.” Após quatro anos e 5.000 árvores, a prefeitura transformou, em 2007, o Tiquatira no primeiro parque linear (ao longo de rios) da cidade e lá instalou banheiros e equipamentos de lazer. Há 12 anos no ponto, o vendedor de coco Antônio Ferreira, 52, testemunhou o processo. “As pessoas começaram a caminhar mais aqui, o movimento dobrou.” Mas Hélio também ouve piadinhas. “Me perguntam para quem estou plantando. Digo: ‘Pro seu neto, porque logo, logo você já era!’.” Fonte: http://razoesparaacreditar.com/
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Corredor ecológico ou corredor de biodiversidade são áreas que unem os fragmentos florestais ou unidades de conservação separados por interferência humana, como por exemplo, estradas, agricultura, atividade madeireira.
O objetivo do corredor ecológico é permitir o livre deslocamento de animais, a dispersão de sementes e o aumento da cobertura vegetal. Ele reduz os efeitos da fragmentação dos ecossistemas ao promover a ligação entre diferentes áreas e permitir o fluxo gênico entre as espécies da fauna e flora. Esse trânsito permite a recolonização de áreas degradadas, em um movimento que de uma só vez concilia a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento ambiental na região. O conceito surgiu durante os anos 90, em meio à debates na comunidade científica. Ele foi considerado como uma das principais estratégias a utilizar na conservação da biodiversidade. No Brasil, o conceito foi incorporado à legislação em 1993 pelo decreto Decreto nº 750, já revogado, que dispunha sobre "o corte, a exploração e a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração da Mata Atlântica". Ali havia a proibição de "exploração de vegetação que tenha a função de (...) formar corredores entre remanescentes de vegetação primária ou em estágio avançado e médio de regeneração". Hoje, a matéria está disposta na lei do SNUC que, através do art. 25, determina que "as unidades de conservação, exceto Área de Proteção Ambiental e Reserva Particular do Patrimônio Natural, devem possuir uma zona de amortecimento e, quando conveniente, corredores ecológicos". Os corredores são criados com base em estudos sobre o deslocamento de espécies, sua área de vida e a distribuição de suas populações. A partir das informações obtidas são estabelecidas as regras de utilização destas áreas, a fim de amenizar e ordenar os impactos ambientais das atividades humanas. Estas regras farão parte do plano de manejo da Unidade de Conservação à qual o corredor estiver associado. Após os estudos, os corredores ecológicos só se tornam oficiais quando ganham reconhecimento do Ministério do Meio Ambiente. Até o momento foram reconhecidos apenas dois corredores: o primeiro é o Corredor Capivara-Confusões, que conecta o Parque Nacional da Serra da Capivara ao Parque Nacional da Serra das Confusões. O segundo é oCorredor Caatinga, cujo área engloba 8 unidades de conservação entre os estados de Pernambuco, Bahia e Sergipe. Além destes, hoje, existem outros 7 corredores ecológicos em fase de implementação ou estudo pelo Ibama. Cinco deles estão na Amazônia: Corredor Central da Amazônia, Corredor Norte da Amazônia, Corredor Oeste da Amazônia, Corredor Sul da Amazônia e Corredor dos Ecótonos Sul-amazônicos. Outros dois na Mata Atlântica: Corredor Central da Mata Atlântica e Corredor Sul da Mata Atlântica (ou Corredor da Serra do Mar). Entretanto, com o propósito de testar e abordar diferentes condições nos dois biomas, o MMA decidiu concentrar seus esforços, inicialmente, no Corredor Central da Mata Atlântica (CCMA) e o Corredor Central da Amazônia (CCA). Criada na década de 1970, a expressão ecologia profunda se refere ao conceito de que o meio ambiente não deve ser preservado apenas por causa da sua importância para o ser humano. Em outras palavras, o termo é uma espécie de ecofilosofia, que acredita na proteção do homem por meio da proteção do planeta.
Um movimento global, esse pensamento ambientalista se baseia na filosófica do norueguês Arne Naess, que elaborou seus estudos a partir de Gandhi e do filósofo holandês Spinoza. Ao contrário da ecologia rasa, que é centralizada no ser humano e coloca os recursos naturais da Terra sob o domínio do homem, a ecologia profunda defende o convívio em harmonia com a natureza e entende que os recursos naturais são limitados. O conceito também afirma que todos somos parte de um único sistema, inseridos nos processos da natureza. Neste sentido, entende-se que tudo o que se move na teia da vida, influencia diretamente na ação de outra pessoa e outro ser. Ou seja, é preciso respeitar e preservar cada elemento da nossa natureza para que a biosfera e todo o seu sistema seja mantido na mais perfeita ordem. Defensores dessa metodologia acreditam que é possível utilizar as ações humanas para ajudar o meio ambiente, como por meio de tecnologia associada à natureza, reciclagem, valorização e defesa das minorias. O conceito vem aparecendo mais fortemente em um momento em que há problemas ambientais cada vez mais visíveis, como o aquecimento global, a perda de áreas verdes, a crescente lista de animais em extinção, a perda de patrimônios naturais, aumento da poluição e a perda de equilíbrio sustentável. É por isso que a ecologia profunda desempenha um importante papel na sociedade: porque faz com que os seres humanos questionem seu comportamento e passem a olhar para um lado mais ético. Apesar das medidas convencionais de curto prazo para a preservação do meio ambiente, é a ecologia profunda que vem dando um sentido maior às estratégias convencionais, projetando e estimulando o surgimento de uma sociedade culturalmente solidária, cidadã e consciente ecologicamente. Para entender o funcionamento e o que é de fato ecologia profunda, observar os indígenas pode ser uma opção. O respeito com os recursos e com a natureza que sempre foi pregado por eles, é o que Arne Ness pregava. O músico alemão Bartholomäus Traubeck criou um equipamento que traduz os anéis do tronco de uma árvore, em notas de piano, ao tocá-lo em uma plataforma giratória similar à de um toca-discos. O funcionamento, porém, difere e muito daquele de um toca-discos. Ao invés de uma simples agulha que lê sulcos de um disco, o equipamento possui sensores que juntam informações sobre a cor e a textura da madeira e então usa um algoritmo que traduz as variações em notas de um piano. Visto que cada árvore individual possui variações diferentes, o resultado é uma música individualizada para cada tronco. Traubeck gravou um álbum apropriadamente intitulado “Years” (em português, “Anos”), em que há músicas traduzidas de pinheiros, freixos, carvalhos, bordos, nogueiras, amieiros e faias. Anéis Os anéis no tronco de uma árvore ajudam a descobrir a sua idade, além de poderem indicar condições ambientais, níveis de chuva, doenças e até mesmo incêndios florestais que ocorreram. Anéis mais claros indicam um crescimento rápido, enquanto os mais escuros indicam exatamente o contrário. As fatias de uma árvore não são uniformes e cada uma delas conta uma história. Sons da Natureza Não é a primeira vez que um artista tem a ideia de conhecer a música oferecida pela natureza. Jim Wilson desacelerou o canto de grilos e o que ele encontrou é magnífico (e pode ser conferido aqui). Confira a música que Traubeck encontrou.
As áreas de proteção ambiental fazem parte do grupo das unidades de conservação de uso sustentável e tem por objetivos: proteger e conservar a qualidade ambiental e os sistemas naturais existentes na região; buscar a melhoria da qualidade de vida da população local; e proteger os ecossistemas regionais. As APAs são definidas pelo artigo 15º da lei do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) e o principal objetivo delas é a conservação de processos naturais e da biodiversidade, orientando o desenvolvimento, adequando as atividades humanas às características ambientais da área. As áreas de conservação são estabelecidas pela União, estado e municípios em áreas de domínio público e privado. Para que seja instituída, não é preciso a desapropriação das terras, mas as atividades e usos estão sujeitos à designação específica. Uma APA pode abranger outras unidades de conservação e ecossistemas urbanos, o que propicia a experimentação de novas técnicas e atitudes que permitem conciliar o uso da terra e o desenvolvimento regional. Dentro das unidades de conservação, as APAs representam uma importante categoria, porque elas podem abranger mais de um município e apresentam relações complexas tanto políticas, como econômicas e sociais. As APAs podem constituir-se importantes instrumentos de planejamento regional, integrando populações e as técnicas adequadas ao manejo, promovendo um novo estilo de desenvolvimento. O sudeste é a região com o maior número de APAs. Uma das principais áreas de preservação permanente é a APA da Mantiqueira, que abrange o território dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A APA da Mantiqueira tem o objetivo de proteger uma das maiores cadeias montanhosas da região, a Serra da Mantiqueira, e foi criada pelo Decreto 91.304 de 1985. Na região sudeste também são encontradas outras áreas de proteção como a APA de Guapimirim e a APA da Lagoa do Iriry. Algumas das APAs da região sul são a de Anhatomirim e a da Baleia Franca. Na região centro-oeste, encontra-se a APA Meandros do Rio Araguaia e a APA Rio Bartolomeu. E na região nordeste, a APA da Chapada do Araripe e a APA da Serra de Ibiapaba, entre outras. Fonte: Pensamento Verde
Aprenda como colher, preparar e plantar a semente de Jatobá.
Esta publicação, produzida pelo Instituto Refloresta (antigo Ecoar Florestal) e seus parceiros, oferece informações fundamentais sobre germinação, trazendo uma grande contribuição aos profissionais que atuam na área florestal – viveiristas, produtores de sementes, técnicos e estudantes. Acreditamos que será uma facilitadora da atividade de produção do setor, pelo rigor das informações contidas e pela simplicidade com que são transmitidas, sendo, desde já, fonte de inspiração para a produção de outros materiais do gênero. Este manual apresenta técnicas para tratamentos pré-germinativos de sementes florestais nativas que apresentam dormência ou germinação desuniforme. Ele traz informações sobre cem espécies de árvores que ocorrem em formações vegetais do estado de São Paulo: Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional Semidecidual e Cerrado. São abordados apenas métodos físicos e mecânicos que podem ser realizados nas situações encontradas comumente em viveiros. A publicação é o resultado final de um projeto financiado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), instância econômico-financeira do Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SIGRH), por meio do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e Médio Tietê. Cumpre um papel importante ao difundir, em linguagem de fácil compreensão, informações técnicas que facilitarão o trabalho dos viveiristas, contribuindo para a qualidade e a diversidade de espécies em ações de restauração florestal. Faça o download do PDF no link abaixo:
Ipês são árvores ou arbustos tropicais pertencentes ao gênero Tabebuia (Bignoniaceae), com cerca de 100 espécies presentes no continente americano. Muitas destas espécies fornecem madeira de alto valor comercial, utilizadas na construção civil e movelaria (MABBERLEY, 1987). Também são plantadas em áreas urbanas com função ornamental, pois possuem flores muito atrativas. Um dos insetos praga encontrados com grande frequência nos viveiros de produção de plantas para arborização urbana de Curitiba é o psilídeo do ipê (Trioza tabebuiae), que causa enrolamento das folhas em diversas espécies de ipês. Nome científico Trioza tabebuiae Burckhardt & Queiroz, 2001. (Hemiptera, Psylloidea, Triozidae). Nomes populares Inglês - Trumpet tree psyllid. Português - Psilídeo do Ipê. Descrição e morfologia A descrição dos adultos e ninfas foi baseada em Santana e Burckhardt (2001). Os adultos possuem coloração geral de palha à ocre. Antena filiforme, marrom escura em alguns segmentos. Asa anterior com venação ocre e membrana quase transparente. Asas posteriores cinza, pernas e genitália amarelas. Abdômen variando do marrom claro ao escuro.
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